| Patricia Zwipp | ||||||||||||||||||
» Remédio para tratar espinhas pode curar câncer de pele » Siga Vida e Estilo no Twitter » vc repórter: mande fotos e notícias » Chat: tecle sobre a notícia Cientistas da Universidade Estadual da Louisiana analisaram amostras de farelo de arroz pretocultivado no sul dos Estados Unidos. Encontraram níveis elevados de antocianina, pigmento antioxidante responsável por sua cor e que protegeria as artérias e impediria danos no DNA. O autor Zhimin Xu disse que apenas uma colher de farelo da iguaria contém mais antocianina que em uma deblueberry (mirtilo), mas com menos açúcar e mais fibras e antioxidantes da vitamina E. Xu afirmou que os fabricantes de alimentos poderiam utilizar o produto escuro em cereais de café-da-manhã, bebidas, bolos, biscoitos e outras opções saudáveis. Valeria ainda investir nele para produzir corantes naturais, já que estudos indicam que os artificiais estariam relacionados ao câncer e a problemas comportamentais em crianças. Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, comentou ao jornal Daily Mail o trabalho divulgado na 240° Encontro Nacional da Sociedade Química Americana, que ocorreu de 22 a 26 de agosto em Boston. Na sua opinião, não há provas conclusivas de que um "superalimento" faça sozinho uma diferença real para a saúde do coração, sendo a dieta balanceada a melhor dica. | ||||||||||||||||||
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Arroz preto pode combater doenças cardíacas e câncer
Liberadas primeiras amostras de DNA que podem ser chaves para a cura da psoríase
Nova pesquisa tem como objetivo descobrir as incógnitas sobre a genética da psoríase e da artrite psoriática
Milhões de americanos lutando com psoríase e a artrite psoriática estão um passo mais próximo da cura com a liberação das primeiras amostras de DNA do National Psoriasis Victor Henschel BioBank para uso em pesquisas na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A nova pesquisa tem como objetivo descobrir as incógnitas sobre a genética da psoríase e da artrite psoriática.
Nos últimos anos, novas descobertas sobre os fatores hereditários da psoríase foram revelados. O National Psoriasis Victor Henschel BioBank é formado por uma coleção de amostras de DNA e dados clínicos utilizados pelos cientistas para o avanço no campo da genética da psoríase, para preencher a lacuna entre o que se sabe sobre a genética da psoríase e que ainda tem que se descobrir.
Elder e sua equipe de investigadores vão utilizar as primeiras 1.250 amostras para identificar novos genes que aumentam o fator de risco de uma pessoa para o desenvolvimento de psoríase, e para examinar a relação entre a psoríase e outras doenças auto-imunes, tais como a doença de Crohn, artrite reumatóide e o lúpus. Mais amostras de DNA BioBank será dado a Elder nos próximos meses.
"É também muito importante que o diagnóstico da psoríase seja definitivo, especialmente quando se trata de artrite psoriática. Os pacientes do Biobank foram cuidadosamente examinados por dermatologistas e reumatologistas, e formam um excelente recurso clínico" , acrescenta Elder.
"O BioBank é um recurso crítico para trazer-nos um passo mais perto de uma cura para a psoríase, e estamos honrados em fazer parceria com Elder e sua equipe neste projeto histórico", disse o presidente do National Psoriasis Foundation Board of Trustees, Rick Seiden. "Este esforço não seria possível sem as centenas de pessoas com e sem psoríase e artrite psoriática que doaram seu DNA ao longo dos últimos quatro anos, e agradecemos a todos por sua enorme contribuição para a investigação da doença."
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Cirurgia para mudança de sexo de mulheres será permitida no Brasil
Procedimento consiste em remoção do útero, ovários e mamas.
Construção de pênis ainda segue com caráter experimental.
A cirurgia para retirada de mamas, ovários e útero, que caracteriza a mudança de sexo para mulheres, será autorizada no Brasil a partir da publicação de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A decisão será publicada no Diário Oficial da União (DOU).
O CFM manterá a neofaloplastia, a construção de um pênis no transexual feminino, com um caráter experimental, não sendo autorizada como procedimento cirúrgico em hospitais e clínicas especializadas.
A decisão do órgão, assinada pelo conselheiro relator Edevard José de Araújo, vale para qualquer estabelecimento, público ou privado, capaz de realizar o procedimento, desde que sejam observados os pré-requisitos da resolução como desconforto da pessoa com o sexo anatômico original e o desejo expresso de perder os genitais.
Os pacientes também precisam passar por um conselho composto por médico psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social.
Para ter direito à cirurgia, a pretendente precisa ter mais de 21 anos, diagnóstico médico de transgenitalismo e ausência de características físicas que impeçam o procedimento, definidas por médicos especializados no tema.
Segundo o texto da resolução, o transexual é portador de uma condição de um distúrbio ou desvio psicológico que o faz não se conformar com o seu corpo. A rejeição ao corpo pode levar a mutilações e suicídios por parte dos transexuais. Dada a classificação da CFM, a candidata à cirurgia deve manifestar o desejo de mudar de sexo a pelo menos dois anos, provado com acompanhamento médico.
A resolução descaracteriza a cirurgia como crime de mutilação, previsto pelo artigo 129 da Constituição, já que se trata de um procedimento com objetivo de adequar os órgãos sexuais e o corpo à identidade sexual da pessoa.
sábado, 28 de agosto de 2010
Tecnologia brasileira pode acabar com segunda maior causa de morte em transplantes de coração.
Tecnologia brasileira pode acabar com segunda maior causa de morte em transplantes de coração
Pesquisadores utilizam nanotecnologia de ponta para lutar contra um dos maiores problemas em transplantados
Marco Túlio Pires, de Águas de Lindóia
Acima, vaso sanguíneo lesionado por causa da doença coronária do transplante. Abaixo, técnica brasileira consegue reduzir o processo inflamatório em 50% (Divulgação)
Partícula se disfarça para carregar anti-inflamatórios até o coração
Na Ilíada, história épica escrita por Homero, os gregos passam pelas impenetráveis muralhas de Troia utilizando um cavalo de madeira recheado de soldados que conquistam a cidade. Agora, cientistas brasileiros revivem a estratégia para reverter um dos maiores problemas do transplante de coração, a doença coronária do transplante. A tecnologia, 100% brasileira, é fruto de 23 anos de pesquisa e promete reverter o quadro dos pacientes, diminuindo significativamente o nível de rejeição do novo coração e, quem sabe, de vários outros tipos de transplantes.
A doença coronária do transplante obstrui os vasos do coração e atinge cinco a cada 10 pacientes operados após cinco anos. É segunda maior causa de morte entre os pacientes, atrás apenas da rejeição aguda, que pode ocorrer no primeiro ano desde a operação. Para tentar reverter esse quadro, que não possui tratamento, Neodir Stolf, diretor do Instituto do Coração da USP lançou mão de uma pequena partícula criada pelo seu colega de pesquisa, o professor da faculdade de farmácia da USP e especialista em nanotecnologia Raul Maranhão.
A invenção de Maranhão é uma molécula sintetizada em laboratório que por fora parece um complexo químico de colesterol (LDL), mas por dentro carrega um poderoso agente anti-inflamatório, o paclitaxel. Essa droga é muito utilizada para o tratamento do câncer e é capaz de acabar com o processo de inflamação.
A ideia de criar o nano-cavalo de Troia surgiu porque as células do câncer atraíam grandes quantidades de partículas de LDL para si. Anos depois, Maranhão descobriu que não apenas as células de câncer, mas qualquer tipo de processo inflamatório atraía essas moléculas. Ele apelidou sua nanopartícula de LDE, pelo fato dela possuir uma proteína que a difere do LDL, a apoE (proteína do colesterol bom).
Teste em coelhos — A partir de um modelo de transplante cardíaco em coelhos de laboratório, os pesquisadores da USP conseguiram provar que o nano-cavalo de Troia consegue reduzir em 50% a gravidade desse tipo de doença coronária. As moléculas sintetizadas se aglomeraram no coração transplantado em um nível 4 vezes maior que no coração nativo. Como o LDE estava carregado com o fármaco anti-inflamatório, foi possível perceber uma melhora significativa no quadro dos coelhos. “Agora temos uma arma que não existia para tratar um dos principais problemas de transplante do coração”, disse Raul. “A única alternativa seria um segundo transplante, que é completamente inviável”, completou.
Para outros tipos de transplante, Maranhão acredita que a perspectiva seja promissora e venha a diminuir o processo de rejeição dos órgãos transplantados utilizando a mesma técnica. “Isso pode significar a chance de resolver um dos maiores problemas em quase todos os tipos de transplantes”, explicou o médico. Os pesquisadores esperam começar os testes em pacientes já em 2011.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
25/08/2010 , às 13h20 Saúde amplia tratamentos de câncer no SUS
Medidas prevêem inclusão de nove novos tratamentos e o aumento do valor de outros 66 procedimentos de radioterapia e de quimioterapia.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quarta-feira (25) a liberação de R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência em oncologia – especialidade dedicada ao tratamento de câncer – no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão incluídos nove novos procedimentos para o tratamento do câncer de fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. O pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados.
“Esta é a maior mudança na atenção oncológica desde 1999, quando foi instituída a nova política para o setor. As alterações vão impactar de forma muito positiva na qualidade do atendimento dos 300 mil brasileiros que todos os anos acessam o Sistema Único de Saúde para o tratamento do câncer”, ressaltou o ministro, durante a assinatura das duas portarias que reestruturam o setor e permitem a liberação de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. “Esses investimentos a mais projetam o gasto global do Ministério da Saúde para o tratamento dessa doença para R$ 2 bilhões”, afirmou.
Os recursos também permitirão a adequação das condições de internação para pacientes com leucemia e a ampliação do atendimento em hospitais-dia (modalidade assistencial em regime diário de internação), agilizando a atenção ao paciente. O aporte financeiro corresponde a um valor extra de 25% do total investido no tratamento do câncer no ano passado (que foi de R$ 1,6 bilhão). Esses recursos serão repassados anualmente. O câncer (somados os quase 100 tipos) é o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
A aprovação dos novos valores vai permitir que esquemas quimioterápicos recentes, que adotam novos medicamentos, possam ser adquiridos e fornecidos pelos hospitais habilitados no SUS para tratar o câncer. “Estas mudanças permitem remunerar melhor os procedimentos, como também que novas técnicas e novas tecnologias sejam colocadas à disposição dos pacientes”, observou o ministro. “Permitem, por exemplo, a utilização no SUS de novas drogas, como o Rituximabe (nome comercial Mabthera), medicamento indicado para linfoma”.
O Rituximabe, após negociação do Ministério da Saúde com o laboratório produtor, teve o seu valor reduzido drasticamente em casos de aquisição por serviços públicos. Em junho deste ano, o ministério também havia firmado um acordo com o produtor de outro medicamento utilizado no tratamento do câncer, o Glivec, o que possibilitará a economia de R$ 400 milhões em dois anos e meio para os cofres públicos.
O Ministério da Saúde também está colocando em consulta pública cinco diretrizes diagnósticas e terapêuticas: para o tratamento de câncer no intestino, pulmão e fígado, além do linfoma difuso de grandes células e do tumor cerebral. As modalidades terapêuticas já estão vigentes, mas ficarão em consulta pública por 40 dias, permitindo que a comunidade científica apresente propostas e sugestões a elas.
MEDIDAS – Os recursos anunciados serão utilizados para aumentar o valor de 66 procedimentos – 20 radioterápicos e 46 quimioterápicos – de um total de 155. No orçamento de radioterapia, serão injetados mais R$ 154 milhões – totalizando R$ 318 milhões (valor 94% superior ao aplicado em 2009). Um tipo de braquiterapia (tratamento na qual o material radioativo é colocado diretamente em contato com o tecido do tumor) terá reajuste superior a 200%.
Na quimioterapia, os valores investidos serão ainda maiores. Os procedimentos quimioterápicos terão um aporte anual de R$ 247 milhões. Com isso, os valores gastos passarão de R$ 1,25 bilhão, em 2009, para R$ 1,5 bilhão em 2011. A sessão de quimioterapia de leucemia linfótica crônica, linha 1, por exemplo, foi reajustada em 765%. O novo valor custeado pelo SUS é de R$ 407,50. Antes, era de R$ 47,10.
Dos nove novos procedimentos que passarão a compor a assistência oncológica no SUS, três são para o tratamento de câncer de fígado, um para radioterapia e outros cinco se referem à quimioterapia utilizada para pacientes com câncer de mama, linfoma e leucemia aguda.
A reestruturação dos tratamentos oncológicos, resultado negociação com as entidades do setor, também prevê a redução do valor de 24 procedimentos quimioterápicos. O reajuste se deu em razão da diminuição do preço desses medicamentos no mercado brasileiro.
Todas estas medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde foram discutidas e formalizadas em conjunto com as entidades do setor, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e a Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFICC).
FOCO – No pacote de medidas, o Ministério da Saúde também mudou regras de internação para o tratamento de câncer. Pacientes com leucemia, por exemplo, terão acesso facilitado a leitos, pois passarão a ser atendidos na modalidade de Hospital-Dia. Antes, o paciente poderia já estar apto para receber alta, mas uma série de procedimentos burocráticos impedia a liberação dele. Como o atendimento será no Hospital-Dia, a internação dura o número de dias necessário para a recuperação.
Outro exemplo das mudanças nas regras é a biópsia de medula óssea. Ela já existia na tabela do SUS, mas agora se tornou um procedimento principal. Na prática, isso significa que o paciente não precisa estar internado por outro motivo para ser submetido a essa biópsia. Além disso, o valor deste procedimento foi reajustado de R$ 46,28 para R$ 200.
AVANÇOS – Nos últimos dez anos, o investimento do governo federal no tratamento de pacientes com câncer praticamente triplicou. Somente em 2009, foi gasto R$ 1,4 bilhão para o atendimento de quimioterapia e radioterapia na rede pública. Em 1999 - quando o atual formato de procedimentos oncológicos foi implantado – foram investidos R$ 470,5 milhões. A previsão do governo federal é que, com os investimentos anunciados hoje, os recursos aplicados em 2011 ultrapassem os R$ 2 bilhões.
No SUS, os serviços oferecidos garantem assistência integral e gratuita aos pacientes, de consultas e exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento que dispõem de uma rede integrada de atenção oncológica, que pensa esta questão desde a prevenção e da promoção da saúde ao atendimento e recuperação”, acrescentou o ministro Temporão. “Evidentemente que temos de avançar, aperfeiçoar e expandir esta rede cada vez mais”.
Hoje, o sistema público de saúde conta com 276 serviços especializados no tratamento oncológico. O ministro anunciou, no evento, que ainda este ano estão entrando em funcionamento no país mais quatro desses serviços especializados. Todos os 26 estados e o Distrito Federal contam hoje com pelo menos um hospital habilitado em Oncologia.
Outras informações
Atendimento à Imprensa
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quarta-feira (25) a liberação de R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência em oncologia – especialidade dedicada ao tratamento de câncer – no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão incluídos nove novos procedimentos para o tratamento do câncer de fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. O pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados.
“Esta é a maior mudança na atenção oncológica desde 1999, quando foi instituída a nova política para o setor. As alterações vão impactar de forma muito positiva na qualidade do atendimento dos 300 mil brasileiros que todos os anos acessam o Sistema Único de Saúde para o tratamento do câncer”, ressaltou o ministro, durante a assinatura das duas portarias que reestruturam o setor e permitem a liberação de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. “Esses investimentos a mais projetam o gasto global do Ministério da Saúde para o tratamento dessa doença para R$ 2 bilhões”, afirmou.
Os recursos também permitirão a adequação das condições de internação para pacientes com leucemia e a ampliação do atendimento em hospitais-dia (modalidade assistencial em regime diário de internação), agilizando a atenção ao paciente. O aporte financeiro corresponde a um valor extra de 25% do total investido no tratamento do câncer no ano passado (que foi de R$ 1,6 bilhão). Esses recursos serão repassados anualmente. O câncer (somados os quase 100 tipos) é o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
A aprovação dos novos valores vai permitir que esquemas quimioterápicos recentes, que adotam novos medicamentos, possam ser adquiridos e fornecidos pelos hospitais habilitados no SUS para tratar o câncer. “Estas mudanças permitem remunerar melhor os procedimentos, como também que novas técnicas e novas tecnologias sejam colocadas à disposição dos pacientes”, observou o ministro. “Permitem, por exemplo, a utilização no SUS de novas drogas, como o Rituximabe (nome comercial Mabthera), medicamento indicado para linfoma”.
O Rituximabe, após negociação do Ministério da Saúde com o laboratório produtor, teve o seu valor reduzido drasticamente em casos de aquisição por serviços públicos. Em junho deste ano, o ministério também havia firmado um acordo com o produtor de outro medicamento utilizado no tratamento do câncer, o Glivec, o que possibilitará a economia de R$ 400 milhões em dois anos e meio para os cofres públicos.
O Ministério da Saúde também está colocando em consulta pública cinco diretrizes diagnósticas e terapêuticas: para o tratamento de câncer no intestino, pulmão e fígado, além do linfoma difuso de grandes células e do tumor cerebral. As modalidades terapêuticas já estão vigentes, mas ficarão em consulta pública por 40 dias, permitindo que a comunidade científica apresente propostas e sugestões a elas.
MEDIDAS – Os recursos anunciados serão utilizados para aumentar o valor de 66 procedimentos – 20 radioterápicos e 46 quimioterápicos – de um total de 155. No orçamento de radioterapia, serão injetados mais R$ 154 milhões – totalizando R$ 318 milhões (valor 94% superior ao aplicado em 2009). Um tipo de braquiterapia (tratamento na qual o material radioativo é colocado diretamente em contato com o tecido do tumor) terá reajuste superior a 200%.
Na quimioterapia, os valores investidos serão ainda maiores. Os procedimentos quimioterápicos terão um aporte anual de R$ 247 milhões. Com isso, os valores gastos passarão de R$ 1,25 bilhão, em 2009, para R$ 1,5 bilhão em 2011. A sessão de quimioterapia de leucemia linfótica crônica, linha 1, por exemplo, foi reajustada em 765%. O novo valor custeado pelo SUS é de R$ 407,50. Antes, era de R$ 47,10.
Dos nove novos procedimentos que passarão a compor a assistência oncológica no SUS, três são para o tratamento de câncer de fígado, um para radioterapia e outros cinco se referem à quimioterapia utilizada para pacientes com câncer de mama, linfoma e leucemia aguda.
A reestruturação dos tratamentos oncológicos, resultado negociação com as entidades do setor, também prevê a redução do valor de 24 procedimentos quimioterápicos. O reajuste se deu em razão da diminuição do preço desses medicamentos no mercado brasileiro.
Todas estas medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde foram discutidas e formalizadas em conjunto com as entidades do setor, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e a Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFICC).
FOCO – No pacote de medidas, o Ministério da Saúde também mudou regras de internação para o tratamento de câncer. Pacientes com leucemia, por exemplo, terão acesso facilitado a leitos, pois passarão a ser atendidos na modalidade de Hospital-Dia. Antes, o paciente poderia já estar apto para receber alta, mas uma série de procedimentos burocráticos impedia a liberação dele. Como o atendimento será no Hospital-Dia, a internação dura o número de dias necessário para a recuperação.
Outro exemplo das mudanças nas regras é a biópsia de medula óssea. Ela já existia na tabela do SUS, mas agora se tornou um procedimento principal. Na prática, isso significa que o paciente não precisa estar internado por outro motivo para ser submetido a essa biópsia. Além disso, o valor deste procedimento foi reajustado de R$ 46,28 para R$ 200.
AVANÇOS – Nos últimos dez anos, o investimento do governo federal no tratamento de pacientes com câncer praticamente triplicou. Somente em 2009, foi gasto R$ 1,4 bilhão para o atendimento de quimioterapia e radioterapia na rede pública. Em 1999 - quando o atual formato de procedimentos oncológicos foi implantado – foram investidos R$ 470,5 milhões. A previsão do governo federal é que, com os investimentos anunciados hoje, os recursos aplicados em 2011 ultrapassem os R$ 2 bilhões.
No SUS, os serviços oferecidos garantem assistência integral e gratuita aos pacientes, de consultas e exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento que dispõem de uma rede integrada de atenção oncológica, que pensa esta questão desde a prevenção e da promoção da saúde ao atendimento e recuperação”, acrescentou o ministro Temporão. “Evidentemente que temos de avançar, aperfeiçoar e expandir esta rede cada vez mais”.
Hoje, o sistema público de saúde conta com 276 serviços especializados no tratamento oncológico. O ministro anunciou, no evento, que ainda este ano estão entrando em funcionamento no país mais quatro desses serviços especializados. Todos os 26 estados e o Distrito Federal contam hoje com pelo menos um hospital habilitado em Oncologia.
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